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Fertilizantes entre os fatores chave para altas produtividades de grãos de milho safrinha

O milho é uma das culturas mais exigentes em nutrientes e, portanto, o manejo adequado da adubação é um dos principais fatores que determinam o potencial produtivo da lavoura. A eficiência no uso de nutrientes depende não apenas da quantidade aplicada, mas também da fonte utilizada, da época e da forma de aplicação, além da interação com as condições de solo, clima e manejo adotadas. Práticas que promovem o uso eficiente de nutrientes incluem a rotação de culturas, a integração de fontes orgânicas e minerais, a redução do revolvimento do solo, o uso de plantas de cobertura e, sobretudo, a sincronização entre o fornecimento de nutrientes e as fases de maior demanda da cultura (Van Ittersum et al., 2025).

O sucesso da adubação do milho depende do equilíbrio entre os nutrientes, garantindo que cada um esteja disponível no momento certo para sustentar o crescimento e a produtividade de grãos. Entre os macronutrientes essenciais, o nitrogênio (N) é o mais exigido e o mais exportado pelos grãos de milho (Tabela 1). Ele participa ativamente da formação de proteínas, enzimas, ácidos nucleicos e clorofila, sendo fundamental para o crescimento vegetativo e o acúmulo de biomassa (Taiz et al., 2017). Contudo, é também um nutriente altamente suscetível a perdas, seja por volatilização, lixiviação ou desnitrificação, podendo chegar a 40–78% em condições inadequadas de manejo (Cabezas et al., 2000). Os fertilizantes organominerais têm se destacado por combinarem o potencial agronômico das fontes minerais com os benefícios dos adubos orgânicos, trazendo melhorias na estruturação do solo e liberação gradual (Malaquias et al., 2017). Essa combinação favorece o crescimento e a alocação de biomassa na parte aérea, pois promove um suprimento mais equilibrado de nutrientes ao longo do ciclo da cultura (Pereira et al., 2020).

Tabela 1. Exigência e extração de N, P e K para produção de 1 tonelada de grão de milho. Adaptado de Andrade et al. (2023).

NutrienteExigência (kg/t)Extração (kg/t)
Nitrogênio (N)16,9-23,89,1-13,8
Fósforo (P)2,7-4,52,3-3,7
Potássio (K)14,0-20,43,5-4,9

O fósforo (P) é outro nutriente essencial para o desempenho do milho, atuando na transferência de energia (ATP), na formação de ácidos nucleicos e no desenvolvimento radicular (Taiz et al., 2017). Nos solos tropicais altamente intemperizados, a disponibilidade de P é naturalmente limitada devido à sua fixação em óxidos de ferro e alumínio, o que reduz sua eficiência de uso (Almeida et al., 2016). Estratégias como o sistema de semeadura direta, o acúmulo de matéria orgânica e o uso de fontes com maior solubilidade são fundamentais para aumentar a disponibilidade desse nutriente. Além disso, o uso de microrganismos solubilizadores tem se mostrado eficaz para melhorar o aproveitamento do fósforo pelas plantas.

O potássio (K) é o nutriente mais associado ao equilíbrio osmótico, à regulação estomática e à translocação de fotoassimilados, desempenhando papel direto na tolerância ao estresse hídrico e no enchimento dos grãos (Taiz et al., 2017). A deficiência de K pode comprometer o transporte de açúcares e o vigor das plantas, resultando em grãos chochos e menor produtividade. Já o fornecimento equilibrado desse nutriente favorece a eficiência do uso da água e a resistência a doenças, refletindo em maior estabilidade produtiva em ambientes de alta demanda evaporativa. O potássio é o segundo macronutriente mais requerido pelas plantas de milho, sendo semelhante ao do N (Tabela 1). Assim, avaliando lavouras de milho, identificou-se que a dose de K2O está entre os principais fatores que diferenciam o manejo de lavouras de altas e baixas produtividades (Figura 1) (Pilecco et al., 2024).

Figura 1. Diagrama de árvore de regressão para 293 lavouras de milho de Santa Catarina. Nos ramos terminais está a produtividade e a porcentagem de lavouras. Fonte: Pilecco et al. (2024).

Fertilizantes da linha ILSA Vita, como o Gradual Mix 12-09-09 5% S, e da linha ILSA Fert, como o Azoslow 29-00-00, são soluções desenvolvidas pela ILSA para aprimorar a nutrição da lavoura de milho. Essas formulações utilizam matérias-primas de alta qualidade e tecnologias que favorecem a liberação dos nutrientes de forma sincronizada às demandas da planta, reduzindo perdas e aumentando a eficiência do uso dos fertilizantes no sistema solo-planta. O Gradual Mix contém N, P e K, além de aminoácidos, alta CTC e carbono orgânico, o que confere elevada afinidade biológica e contribui para a saúde do solo, aspecto fundamental no manejo de nutrientes. Já o Azoslow complementa a adubação nitrogenada da cultura, fornecendo o nutriente mais requerido e exportado pelas plantas de milho de uma forma única no mercado, com liberação imediata e liberação gradual do nutriente.

Dessa forma, o manejo da adubação deve ser entendido como parte de um sistema integrado de manejo da fertilidade, no qual o equilíbrio entre nutrientes, a escolha das fontes e o momento de aplicação são decisivos para alcançar altas produtividades com sustentabilidade. Tecnologias inovadoras, como os fertilizantes de liberação gradual, aliadas a práticas conservacionistas, representam um avanço importante para maximizar a eficiência do uso de nutrientes e reduzir as perdas para o ambiente. Investir em manejo equilibrado e tecnologias de fertilizantes é um passo estratégico para produtores que buscam maximizar produtividade e sustentabilidade de suas lavouras.

Referências bibliográficas

Almeida, T. Eficiência de fertilizante fosfatado protegido na cultura do milho. Scientia Agraria, v. 17, p. 29-35, 2016.

Andrade, F. H. et al. Ecofisiología y manejo del cultivo de maíz. 1a ed. – Balcarce. 2023 486 p.

Cabezas, W. A. R. et al. Balanço da adubação nitrogenada sólida e fluida de cobertura na cultura de milho, em sistema plantio direto no Triângulo Mineiro (MG). Revista Brasileira de Ciência do Solo, v. 24, p. 363-376, 2000.

Cruz, N. F. F. P. Produtividade de grãos e acúmulo de nutrientes em solo adubado com dejetos animais durante nove safras. 2019. 55 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Energia na Agricultura) -Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Cascavel, 2019.

Malaquias et al. Adubação organomineral e NPK na cultura do milho (Zea mays L.). v.11, n.5, p. 501-512, 2017.

Pilecco et al. Ecofisiologia do milho visando altas produtividades. 2 ed. Santa Maria: Editora GR, 2024. 400p.

Pereira et al. Adubação organomineral e mineral no desempenho agronômico do milho e alterações químicas do solo. Brazilian Journal of Development, v. 6, n. 8, p. 58694-58706, 2020.

Taiz et al. Fisiologia e desenvolvimento vegetal. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. 888 p.

Van Ittersum , M. K. et al. Narrowing the ecological yield gap to sustain crop yields with less inputs. Global Food Security, v. 45, p. 100857, 2025.

Autores

Eng. Agr. Msc. Isabela Bulegon Pilecco
Eng. Agr. Msc. Thiago Stella de Freitas
Eng. Agr. Tuíra Barcellos

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