{"id":6515,"date":"2022-07-11T13:37:23","date_gmt":"2022-07-11T16:37:23","guid":{"rendered":"https:\/\/ilsabrasil.com.br\/?p=6515"},"modified":"2022-07-11T13:37:23","modified_gmt":"2022-07-11T16:37:23","slug":"producao-brasileira-de-frutas-de-caroco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ilsabrasil.com.br\/es\/producao-brasileira-de-frutas-de-caroco\/","title":{"rendered":"Producci\u00f3n brasile\u00f1a de fruta de hueso"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>No Brasil, no grupo de frutas de caro\u00e7o &#8211; drup\u00e1ceas, predomina a produ\u00e7\u00e3o de p\u00eassego (<em>Prunus persica vulgaris\u00a0<\/em>L.), seguido pela ameixa (<em>Prunus salicina\u00a0<\/em>L.) e nectarina (<em>Prunus persica nucipersica\u00a0<\/em>L.), sendo que a \u00e1rea com pessegueiro representa mais de 80 % da \u00e1rea cultivada (Fachinello et al., 2011). O Brasil n\u00e3o produz cerejas, am\u00eandoas e damasco. Apesar de serem frutas adaptadas ao clima temperado, com exig\u00eancias em horas de frio para seu cultivo, com o avan\u00e7o das tecnologias de melhoramento vegetal \u00e9 poss\u00edvel produzi-las em regi\u00f5es subtropicais com a utiliza\u00e7\u00e3o de cultivares menos exigentes em frio, ou em esta\u00e7\u00f5es microclim\u00e1ticas adequadas \u00e0s exig\u00eancias m\u00ednimas (Baptistella et al., 2018).<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>As plantas do pessegueiro e da nectarineira s\u00e3o formadas por sistema radicular, tronco, ramos prim\u00e1rios (chamados de pernadas), ramos secund\u00e1rios (de produ\u00e7\u00e3o), podendo ou n\u00e3o ter espor\u00f5es, al\u00e9m de folhas, flores e frutas. As ameixeiras, por sua vez, apresentam os mesmos componentes citados anteriormente, por\u00e9m sempre apresentam espor\u00f5es, que s\u00e3o estruturas de frutifica\u00e7\u00e3o. As tr\u00eas esp\u00e9cies s\u00e3o classificadas como plantas dec\u00edduas, ou seja, que perdem suas folhas no t\u00e9rmino de um per\u00edodo reprodutivo \u2013 coincidindo com as \u00e9pocas mais frias do ano. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s flores, s\u00e3o perfeitas, completas, per\u00edginas e geralmente possuem um \u00fanico pistilo, com colora\u00e7\u00e3o branca ou rosa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Origem e import\u00e2ncia econ\u00f4mica das frutas de caro\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>De acordo com Mayer et al. (2019), o centro de origem do pessegueiro e da nectarineira \u00e9 a China. No entanto, por muito tempo acreditou-se que o pessegueiro seria origin\u00e1rio da P\u00e9rsia, atual Ir\u00e3, e, por isso, o nome cient\u00edfico da esp\u00e9cie \u00e9 <em>Prunus persica<\/em>. A nectarineira \u00e9 uma muta\u00e7\u00e3o do pessegueiro. Ainda de acordo com estes autores, no caso das ameixeiras, h\u00e1 duas esp\u00e9cies importantes comercialmente: <em>Prunus domestica<\/em>, conhecida como ameixeira europeia, que teve origem na \u00c1sia Oriental a partir da hibrida\u00e7\u00e3o entre <em>P. cerasifera<\/em> e <em>P. spinosa<\/em>. \u00c9 cultivada especialmente na Europa, na Argentina e no Chile. A esp\u00e9cie <em>P. salicina<\/em>, conhecida como ameixeira japonesa, \u00e9 origin\u00e1ria da China, sendo cultivada h\u00e1 milhares de anos. No Jap\u00e3o e nas Coreias, tamb\u00e9m \u00e9 cultivada h\u00e1 bastante tempo, tanto que n\u00e3o se pode afirmar, com certeza, se esses pa\u00edses fazem ou n\u00e3o parte do centro de origem da esp\u00e9cie. Estas esp\u00e9cies foram introduzidas no Brasil pelos exploradores vindos da Espanha e Portugal, ainda na \u00e9poca da coloniza\u00e7\u00e3o das Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>No Brasil, segundo dados da EMBRAPA, os estados da regi\u00e3o Sul s\u00e3o os que apresentam as melhores condi\u00e7\u00f5es naturais para a produ\u00e7\u00e3o comercial do p\u00eassego e outros frutos de caro\u00e7o. O Rio Grande do Sul \u00e9 o maior produtor nacional, com m\u00e9dia de 128.568 toneladas por ano, correspondendo a 63,8% da produ\u00e7\u00e3o total do pa\u00eds. Segue S\u00e3o Paulo, com 33.734, Santa Catarina, com 17.790 e Paran\u00e1, com 10.641 toneladas por ano. No Rio Grande do Sul, a produ\u00e7\u00e3o de p\u00eassego est\u00e1 concentrada na regi\u00e3o Sul do Estado, mais fortemente em Pelotas, e na regi\u00e3o da Serra, onde a maior parte da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 destinada \u00e0 ind\u00fastria.<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Segundo Rubbo et al. (2019), a comercializa\u00e7\u00e3o de p\u00eassegos e dos demais frutos de caro\u00e7o <em>in natura<\/em> mostra-se altamente dependente de aspectos relacionados \u00e0 qualidade dos frutos, dentre os quais se destacam o calibre, o formato, a firmeza, a rela\u00e7\u00e3o a\u00e7\u00facar\/acidez e a colora\u00e7\u00e3o da casca. H\u00e1 evid\u00eancias de que a aplica\u00e7\u00e3o de bioestimulantes melhora as caracter\u00edsticas organol\u00e9pticas dos frutos, sobretudo por meio do incremento da colora\u00e7\u00e3o vermelha da epiderme \u2013 aspecto relevante para o mercado consumidor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Aduba\u00e7\u00e3o e manejo<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>As mudas de esp\u00e9cies frut\u00edferas de caro\u00e7o (pessegueiro, nectarineira e ameixeira) s\u00e3o tradicionalmente produzidas pela uni\u00e3o de dois gen\u00f3tipos distintos &#8211; o porta-enxerto e a cultivar-copa que, por meio da enxertia, formam uma planta composta. Essa rela\u00e7\u00e3o entre os dois gen\u00f3tipos ir\u00e1 perdurar por toda a vida da planta e, por isso, devem ser utilizadas cultivares que apresentam compatibilidade de enxertia entre si. O uso de gema ativa (final de primavera e in\u00edcio de ver\u00e3o) para a realiza\u00e7\u00e3o da enxertia em \u201cT-invertido\u201d \u00e9 o m\u00e9todo mais difundido no Brasil para frut\u00edferas de caro\u00e7o (Mayer, 2018).<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>O nitrog\u00eanio (N) \u00e9 o nutriente de maior import\u00e2ncia para as frut\u00edferas de caro\u00e7o (<a href=\"https:\/\/www.redalyc.org\/journal\/813\/81353563004\/html\/#redalyc_81353563004_ref18\">Rombol\u00e0 et al., 2012<\/a>), pois desempenha fun\u00e7\u00f5es especificas nas plantas, como a constitui\u00e7\u00e3o de amino\u00e1cidos e prote\u00ednas e a regula\u00e7\u00e3o de rea\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas (<a href=\"https:\/\/www.redalyc.org\/journal\/813\/81353563004\/html\/#redalyc_81353563004_ref21\">Taiz; Zaiger, 2013<\/a>). Pascoalino et al. (2013), estudando sobre resposta da aduba\u00e7\u00e3o nitrogenada e intensidade de raleio na produ\u00e7\u00e3o de p\u00eassego, observou que a aduba\u00e7\u00e3o nitrogenada associada ao manejo do raleio aumentam de forma linear e significativa o peso m\u00e9dio dos frutos e a produtividade. Ainda de acordo com estes autores, tanto a aduba\u00e7\u00e3o com N, quanto a intensidade de raleio dependem uma da outra, para obten\u00e7\u00e3o de frutos com dimens\u00f5es e quantidades exigidas pelo com\u00e9rcio consumidor.<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Em rela\u00e7\u00e3o ao f\u00f3sforo (P), as fruteiras de caro\u00e7o t\u00eam baixa necessidade em termos de quantidade, e boa capacidade de extra\u00e7\u00e3o do solo. O pot\u00e1ssio (K) \u00e9 um nutriente extremamente importante na qualidade dos frutos, promovendo colora\u00e7\u00e3o mais intensa e melhorando o sabor. Por estar relacionado a aspectos como transporte de carboidratos atrav\u00e9s da planta, plantas nutridas corretamente com\u00a0K apresentam frutos maiores e mais doces e, portanto, com alta qualidade comercial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Frutos e armazenamento p\u00f3s-colheita<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Frutas de pequeno tamanho e a baixa produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o problemas comuns na explora\u00e7\u00e3o comercial de frut\u00edferas de caro\u00e7o, quando se utilizam cultivares de matura\u00e7\u00e3o precoce. Essas caracter\u00edsticas s\u00e3o toleradas pelos produtores porque os pre\u00e7os obtidos para tais frutas s\u00e3o inicialmente elevados, mas o mercado, por ser muito din\u00e2mico, pode oscilar rapidamente (Day; Dejong, 1990). Al\u00e9m do pequeno tamanho, p\u00eassegos, nectarinas e ameixas de matura\u00e7\u00e3o precoce frequentemente apresentam outros defeitos qualitativos que reduzem o valor comercial, tais como: sabor, colora\u00e7\u00e3o e dist\u00farbios fisiol\u00f3gicos (Fernandez-Escobar et al., 1987).<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>As frutas de caro\u00e7o s\u00e3o climat\u00e9ricas, ou seja, s\u00e3o frutos que no final do per\u00edodo de matura\u00e7\u00e3o apresentam um marcante aumento na taxa respirat\u00f3ria, provocado pelo aumento na produ\u00e7\u00e3o de etileno \u2013 horm\u00f4nio do amadurecimento. As frutas climat\u00e9ricas podem ser colhidas mesmo que ainda n\u00e3o estejam maduras, pois a matura\u00e7\u00e3o \u00e9 atingida ap\u00f3s a colheita. No entanto, n\u00e3o devem ser colhidas muito jovens, devido a perdas nas qualidades organol\u00e9pticas. Os frutos de caro\u00e7o s\u00e3o altamente perec\u00edveis, devido \u00e0 r\u00e1pida matura\u00e7\u00e3o e senesc\u00eancia, e elevada ocorr\u00eancia de doen\u00e7as p\u00f3s-colheita (Kader; Mitchell, 1989; citados por Argenta et al.; 2011). A armazenagem refrigerada \u00e9 a principal tecnologia para a conserva\u00e7\u00e3o da qualidade e o prolongamento da vida p\u00f3s-colheita em frutos de caro\u00e7o, pois reduz a respira\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de etileno, a perda de \u00e1gua e o desenvolvimento de podrid\u00f5es, e retarda o amadurecimento (Kader; Mitchell, 1989; citados por Argenta et al., 2011).<\/p>\n<p><strong>Plano ILSA Brasil de aduba\u00e7\u00e3o para frutas de caro\u00e7o\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong> <img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-6518\" src=\"https:\/\/ilsabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/imagem-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"496\" height=\"329\" srcset=\"https:\/\/ilsabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/imagem-300x199.jpg 300w, https:\/\/ilsabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/imagem-100x66.jpg 100w, https:\/\/ilsabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/imagem-220x146.jpg 220w, https:\/\/ilsabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/imagem-255x169.jpg 255w, https:\/\/ilsabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/imagem-85x56.jpg 85w, https:\/\/ilsabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/imagem-140x93.jpg 140w, https:\/\/ilsabrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/imagem.jpg 539w\" sizes=\"(max-width: 496px) 100vw, 496px\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Figura 1. Fases fenol\u00f3gicas do pessegueiro e plano de fertiliza\u00e7\u00e3o ILSA<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>A ILSA est\u00e1 presente no mercado h\u00e1 mais de 65 anos, e \u00e9 refer\u00eancia mundial em biotecnologia por transformar mat\u00e9rias-primas de origem renov\u00e1vel em produtos de alto desempenho para a agricultura. Utilizamos m\u00e9todos industriais modernos e sustent\u00e1veis, que s\u00e3o uma \u00f3tima solu\u00e7\u00e3o para passivos ambientais de alguns setores industriais. O resultado desses processos \u00e9 a obten\u00e7\u00e3o de fertilizantes altamente eficientes, que ajudam a agricultura org\u00e2nica e especializada a aumentar a produtividade e qualidade das safras, de forma cada vez mais respons\u00e1vel e consciente. Dispomos de duas matrizes de origem org\u00e2nica, que servem como base para a produ\u00e7\u00e3o de todos os nossos fertilizantes, que explicaremos a seguir.<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>O AZOGEL\u00ae \u00e9 a matriz org\u00e2nica de onde derivam os produtos org\u00e2nicos e organominerais s\u00f3lidos de aplica\u00e7\u00e3o via solo, comercializado em todos os continentes do mundo, nos mais diversos cultivos. Trata-se de um fertilizante org\u00e2nico produzido \u00e0 base de col\u00e1geno, obtido atrav\u00e9s da <em>Fully Controlled Hydrolysis<\/em> (FCH\u00ae), rico em nitrog\u00eanio e carbono org\u00e2nicos, proveniente de subprodutos da ind\u00fastria do couro. Atrav\u00e9s dessa matriz, s\u00e3o produzidos os fertilizantes Gradual MIX\u00ae, N-TIME+\u00ae, S-TIME\u00ae, FERTIL e AZOSLOW\u00ae, todos recomendados para fruteiras de caro\u00e7o, abrangendo todos os est\u00e1gios de desenvolvimento da planta.<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Para as fases de preparo de solo e transplantio e tamb\u00e9m para o in\u00edcio da frutifica\u00e7\u00e3o, indica-se o N-TIME+\u00ae, que \u00e9 um fertilizante de solo rico em N e C org\u00e2nicos e amino\u00e1cidos que ir\u00e3o potencializar a atividade metab\u00f3lica das plantas. Por ser uma fonte de carbono e possuir alta CTC, o N-TIME+\u00ae atua, melhorando v\u00e1rias caracter\u00edsticas de solo, como as qu\u00edmicas e biol\u00f3gicas. Al\u00e9m disto, este fertilizante pode ser utilizado em substitui\u00e7\u00e3o ao esterco animal, podendo ser aplicado em duas etapas: no in\u00edcio da brota\u00e7\u00e3o e no per\u00edodo de p\u00f3s-colheita. J\u00e1 o AZOSLOW\u00ae pode ser utilizado durante todo o per\u00edodo vegetativo como cobertura nitrogenada por possuir duas fontes de N, uma que ser\u00e1 absorvida rapidamente pela planta e outra de forma gradual, disponibilizando N ao longo de todo o ciclo produtivo \u2013 uma vez que o N \u00e9 o nutriente mais requerido pelas fruteiras de caro\u00e7o. O AZOSLOW\u00ae permite o maior aproveitamento do N, devido a presen\u00e7a da matriz org\u00e2nica AZOGEL. Ainda, para todas as fases de desenvolvimento das fruteiras de caro\u00e7o, dispomos do fertilizante de solo Gradual MIX\u00ae, com NPK e rico em amino\u00e1cidos, que possui formula\u00e7\u00f5es tanto de in\u00edcio de brota\u00e7\u00e3o (GM 10 18 07) quanto de cobertura (GM 08 00 28).<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>O GELAMIN\u00ae \u00e9 a outra matriz org\u00e2nica fabricada pela ILSA, e \u00e9 comercializada em todos os continentes do mundo e utilizada nos mais diversos cultivos. \u00c9 produzida atrav\u00e9s do col\u00e1geno, rica em N, amino\u00e1cidos e C org\u00e2nico. O produto \u00e9 obtido atrav\u00e9s de um processo industrial inovador e sustent\u00e1vel, denominado <em>Fully Controlled Enzymatic Hydrolysis<\/em> (FCHE\u00ae). A partir desta matriz s\u00e3o obtidos os fertilizantes l\u00edquidos e hidrossol\u00faveis da ILSA, pertencentes \u00e0s linhas ILSA TOP e ILSA TEC, que podem ser utilizados tanto em aplica\u00e7\u00e3o foliar como em fertirriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Para aplica\u00e7\u00e3o via foliar em fruteiras de caro\u00e7o, a ILSA Brasil recomenda os fertilizantes ILSAMIN Boro\u00ae e ILSAMIN CaMg\u00ae, ambos para o per\u00edodo reprodutivo. O ILSMIN Boro\u00ae estimula o processo de flora\u00e7\u00e3o e evita abortamentos florais, auxiliando no maior pegamento de flores e aumentando a resist\u00eancia contra estresses abi\u00f3ticos. De acordo com Dechen et al. (2004), o boro \u00e9 importante para a transloca\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar e no metabolismo do carboidrato, desempenha papel importante no florescimento, crescimento do tubo pol\u00ednico, nos processos de frutifica\u00e7\u00e3o, no metabolismo do nitrog\u00eanio e na atividade hormonal. J\u00e1 o ILSAMIN CaMg\u00ae \u00e9 indicado para estimular o processo de flora\u00e7\u00e3o, potencializar a fotoss\u00edntese e evitar deforma\u00e7\u00f5es nos frutos, fornecendo c\u00e1lcio (Ca) e magn\u00e9sio (Mg) associados ao fornecimento simult\u00e2neo de amino\u00e1cidos. O Ca \u00e9 um importante macronutriente respons\u00e1vel pela ativa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios sistemas enzim\u00e1ticos e neutraliza\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos org\u00e2nicos; participando da forma\u00e7\u00e3o de parede celular e no desenvolvimento dos \u00e1pices meristem\u00e1ticos da parte a\u00e9rea e do sistema radicular. O Mg \u00e9 parte central da mol\u00e9cula de clorofila e atua como ativador de diversas enzimas. Tamb\u00e9m est\u00e1 envolvido no metabolismo do carboidrato e na s\u00edntese de \u00e1cidos nucl\u00e9icos, al\u00e9m de influenciar o movimento dos carboidratos das folhas para outras partes da planta, estimulando a capta\u00e7\u00e3o e transporte do f\u00f3sforo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>A ILSA Brasil ainda possui fertilizantes para frutos de caro\u00e7o sob sistema de fertirriga\u00e7\u00e3o: ETIXAMIN DF e ILSADRIP Forte\u00ae, que tamb\u00e9m podem ser aplicados via foliar e s\u00e3o fontes de nitrog\u00eanio e amino\u00e1cidos. Estes dois produtos s\u00e3o recomendados para o fornecimento de amino\u00e1cidos em todos os est\u00e1gios de desenvolvimento da planta, especialmente para per\u00edodos de estresse bi\u00f3tico e\/ou abi\u00f3tico, uma vez que potencializam os processos metab\u00f3licos da planta e incrementam a produtividade, tamb\u00e9m s\u00e3o posicionados em momentos de maior demanda energ\u00e9tica do metabolismo vegetal, como a fase de enchimento de frutos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Outro produto recomendado para as frutas de caro\u00e7o para fornecimento de pot\u00e1ssio \u00e9 o ETIXAMIN Kally\u00ae, o produto deve ser aplicado via foliar de forma a complementar a absor\u00e7\u00e3o do elemento via raiz e fornecer este nutriente em per\u00edodos mais cr\u00edticos e de maior demanda. O K est\u00e1 diretamente associado \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facares, s\u00edntese de prote\u00ednas, crescimento e neutraliza\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos org\u00e2nicos. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante na forma\u00e7\u00e3o dos frutos, influenciando no aumento de seu tamanho, sabor e cor. O K reduz a suscetibilidade das plantas ao ataque de doen\u00e7as e pragas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>\u00c9 importante mencionar que a aduba\u00e7\u00e3o a ser realizada nos pomares deve ser racional, o que pressup\u00f5e a utiliza\u00e7\u00e3o adequada dos fertilizantes, evitando aplica\u00e7\u00f5es insuficientes ou excessivas, de modo a fornecer ao pomar os nutrientes que efetivamente s\u00e3o necess\u00e1rios, nas quantidades e \u00e9pocas adequadas, preservando simultaneamente o ambiente. Para tal, \u00e9 necess\u00e1rio n\u00e3o s\u00f3 conhecer o estado de fertilidade do solo, mas tamb\u00e9m saber se os nutrientes ali existentes est\u00e3o sendo efetivamente aproveitados pela cultura. Portanto, as doses a serem utilizadas n\u00e3o est\u00e3o descritas no texto pois devem ser baseadas em an\u00e1lise de solo e por recomenda\u00e7\u00e3o de um engenheiro agr\u00f4nomo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Referencias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p>ARGENTA, L.C.; AMARANTE, C.V.T.; SHIRAYAMA, D.; SCOLARO, A.M.T.; AYUB, R.A. Controle do escurecimento interno de ameixas durante o armazenamento pelo manejo do ponto de colheita e do etileno. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v. 33, n. 2, p. 376-385, 2011.<\/p>\n<p>BAPTISTELLA, C.S.L.; COELHO, P.J.; FAGUNDES, P.R.S.; RAMOS, R.C. A caracteriza\u00e7\u00e3o da cultura do p\u00eassego no estado de S\u00e3o Paulo, 2013-2017. Informa\u00e7\u00f5es Econ\u00f4micas, SP, v. 48, n. 1, p. 33-49, 2018.<\/p>\n<p>DAY, K.R.; DEJONG, T.M. Girdling of early season \u2018Mayfire\u2019 nectarine trees. Journal of Horticultural Science, Ashford, v.65, n.5, p.529-534, 1990.<\/p>\n<p>DECHEN, A.R.; CASTRO, P.R.C.; NACHTIGALL, G.R. Pragas e doen\u00e7as em citros: fisiologia e nutri\u00e7\u00e3o mineral. Vis\u00e3o Agr\u00edcola, Piracicaba, n. 2, p. 100-107, 2004.<\/p>\n<p>FACHINELLO, J.C.; PASA, M.S.; SCHMITZ, J.D.; BETEMPS, D.L. Situa\u00e7\u00e3o e perspectivas da fruticultura de clima temperado no Brasil. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, Volume Especial, p. 109-120, 2011.<\/p>\n<p>FERNANDEZ-ESCOBAR, R. et al. Girdling as a means of increasing fruit size and earliness in peach and nectarine cultivars. Journal of Horticultural Science, Ashford, v.62, n.4, p.463-468, 1987.<\/p>\n<p>KADER, A.A.; MITCHELL, F.G. Postharvest physiology. In: LARUE, J.H.; JOHNSON, R.S. (Ed.). Peaches, plums and nectarines: growing and handling for fresh market. Davis: University of California, 1989. p.158-164.<\/p>\n<p>MAYER, N.A. Enxertia otimiza produ\u00e7\u00e3o de frut\u00edferas de caro\u00e7o. Revista Campo &amp; Neg\u00f3cios, Hortifruti, Minas Gerais, p. 40-43, 2018.<\/p>\n<p>MAYER, N.A.; FRANZON, R.C.; RASEIRA, M.C.B. P\u00eassego, nectarina e ameixa: o produtor pergunta, a Embrapa responde. Embrapa, Bras\u00edlia, 2019. 296 p.<\/p>\n<p>PASCOALINO, J.A.L.; RODAK, B.W.; ALVES, S.J.; TEIXEIRA, W.W.R.; MORAIS, M.F.; MOTTA, A.C.V. Resposta da aduba\u00e7\u00e3o nitrogenada e intensidade de raleio na produ\u00e7\u00e3o de p\u00eassego. Anais XXXIV Congresso Brasileiro de Ci\u00eancia do Solo, Florian\u00f3polis, p. 1-4, 2013.<\/p>\n<p>ROMBOL\u00c0, A. D.; SORRENTI, G.; MARODIN, G.A.B.; DE PIERI, A. Z.; BARCA, E. Nutri\u00e7\u00e3o e manejo do solo em fruteiras de caro\u00e7o em regi\u00f5es de clima temperado. Semina, v. 33, n. 2, p. 639-654, 2012.<\/p>\n<p>RUBBO, R.D.C.; ANDREAZZA, B.S.; VIEIRA, B.N.; PAIM, L.S.; MAUTA, D.S.; MARODIN, G.A.B.; HAWERROTH, F.J. Aplica\u00e7\u00e3o de bioestimulantes a base de pot\u00e1ssio sobre a qualidade de p\u00eassegos \u2018PS 10711\u2019. Anais XVI Encontro Nacional de Fruticultura de Clima Temperado, Fraiburgo, p. 123, 2019.<\/p>\n<p>TAIZ, L.; ZEIGER, E. Fisiologia vegetal. 5.ed. Porto Alegre: Artmed, 2013, 918p.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Autores<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Ing. Agr. Maestr\u00eda en Ciencias. Aline Tramontini dos Santos<\/li>\n<li>Ing. Agr. Maestr\u00eda en Ciencias. Carolina Custodio Pinto<\/li>\n<li>Ing. Agr. Maestr\u00eda en Ciencias. Thiago Stella de Freitas<\/li>\n<\/ul>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No Brasil, no grupo de frutas de caro\u00e7o &#8211; drup\u00e1ceas, predomina a produ\u00e7\u00e3o de p\u00eassego (Prunus persica vulgaris\u00a0L.), seguido pela ameixa (Prunus salicina\u00a0L.) e nectarina (Prunus persica nucipersica\u00a0L.), sendo que a \u00e1rea com pessegueiro representa mais de 80 % da \u00e1rea cultivada (Fachinello et al., 2011). O Brasil n\u00e3o produz cerejas, am\u00eandoas e damasco. 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