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Semillas de calidad y el uso de aminoácidos

A população de plantas estabelecidas nas lavouras é um dos principais componentes da produtividade das culturas, sendo fortemente influenciada pela densidade e pela qualidade das sementes utilizadas. Para soja no Rio Grande do Sul, foi identificado um platô de produtividade em densidades entre 22 e 31 plantas m², com uma perda de 187 kg ha⁻¹ para cada planta abaixo de 22 (Winck et al., 2023). Em milho, no estado de Santa Catarina, a população de plantas estabelecida foi apontada como o principal fator diferenciador entre lavouras de altas e baixas produtividades (Pilecco et al., 2024). Esses resultados reforçam a importância de estratégias que assegurem a germinação e o estabelecimento das plântulas, minimizando os efeitos negativos de sementes de baixa qualidade ou de condições adversas no momento da germinação e emergência.

O uso de sementes de elevada qualidade fisiológica influencia positivamente o desenvolvimento inicial da lavoura (Scheeren et al., 2010; Tavares et al., 2013). Por outro lado, sementes com baixo vigor apresentam menor resistência a condições adversas, podendo comprometer a produtividade final (Albuquerque e Carvalho, 2003). Nesse contexto, o uso de tratamentos de sementes (TS) torna-se cada vez mais relevante.

Entre as alternativas para melhorar o desempenho de sementes e plantas no campo, destaca-se o uso de aminoácidos. Essas moléculas orgânicas, que contêm um ou mais grupamentos amina, são constituintes básicos das proteínas e precursores de substâncias reguladoras do metabolismo vegetal (Floss e Floss, 2007). Sua aplicação não visa suprir a demanda para síntese proteica, mas ativar o metabolismo fisiológico das plantas, desempenhando importante ação antiestressante.

Pesquisas sobre o uso de aminoácidos no tratamento de sementes indicam que, para lotes de elevada qualidade fisiológica, não há efeito significativo do tratamento (Door, 2016). No entanto, para sementes de qualidade intermediária ou reduzida, o uso de TS contendo aminoácidos reduziu a taxa de envelhecimento acelerado das sementes. Em milho, Coelho (2011) observou que o tratamento de sementes com aminoácidos resultou em maior velocidade de emergência, menor número de plantas dominadas, maior crescimento radicular e aumento de 14% na produtividade de grãos. Ramirez et al. (2024) verificaram que a aplicação de aminoácidos no tratamento de sementes mitigou os efeitos de estresses no desenvolvimento inicial das plântulas. Em milho superdoce sob estresse hídrico, Carmo et al. (2021) também observaram benefícios, entre eles, maior tolerância ao déficit hídrico e a altas temperaturas. Para soja, foi identificado aumento na massa seca da parte aérea com a aplicação de bioestimulante à base de aminoácidos no tratamento de sementes (Tatto et al., 2018).

Composta por ILSAMIN Potente, ILSAMIN RADIX e ILSAMIN CoMo, a Crop Start-up é a estratégia de manejo da ILSA, que possibilita a máxima expressão do potencial genético, ao mesmo tempo que mitiga danos causados por estresses abióticos na primeira fase do desenvolvimento das plantas. Ambos são formulados a partir da matriz orgânica GELAMIN, fonte natural de aminoácidos de rápida absorção. Assim, possuem ação nutricional e estimulante dos processos fisiológicos das plantas, favorecendo e acelerando o enraizamento.

 O ILSAMIN Radix e o ILSAMIN Potente fornecem às plantas aminoácidos, substâncias húmicas e um indutor de auxinas, promovendo o enraizamento e, assim, maximizando o aproveitamento de água e nutrientes, com a diferença de que o ILSAMIN Radix é indicado para TS e o ILSAMIN Potente para aplicação no sulco de plantio. Além dos aminoácidos provenientes do GELAMIN, o ILSAMIN CoMo apresenta em sua formulação os micronutrientes cobalto e molibdênio. O uso de micronutrientes no TS possibilita uma maior uniformidade de aplicação e redução nos custos operacionais de aplicação, sendo importante garantir que a quantidade aplicada seja suficiente para atender à exigência das plantas durante todo o ciclo (Pereira et al., 2012).

Na soja, o ILSAMIN CoMo potencializa a fixação biológica de N, favorecendo tanto o desenvolvimento das bactérias fixadoras quanto a transformação do nitrogênio atmosférico em formas assimiláveis. No milho, estudos evidenciam que a adubação com Mo pode aumentar os teores de N nas folhas (Leite, 2020) e ampliar em até 3% os níveis de proteína nos grãos (Ferreira et al., 2001), trazendo benefícios econômicos e produtivos, principalmente em lavouras de alto potencial (Picazevicz, 2017). Isso ocorre porque o molibdênio participa do transporte de elétrons e compõe enzimas-chave do ciclo do nitrogênio (Aguilar, 2017; Santos et al., 2020). A aplicação pode ser realizada via sementes, solo ou foliar, sendo todas eficazes. No entanto, é importante cuidar a dose utilizada no TS, uma vez que doses muito elevadas nas sementes podem comprometer a qualidade fisiológica das sementes (Pereira et al., 2012).

Assim, de forma geral, os resultados de pesquisas demonstram que os aminoácidos podem contribuir para o melhor desempenho das sementes e o estabelecimento das lavouras, especialmente sob condições adversas. Contudo, sua eficácia está relacionada a fatores como espécie cultivada, condições ambientais, dose e composição do produto, reforçando a importância de um manejo ajustado às particularidades de cada lavoura.

Referencias bibliográficas

AGUILAR, M. A. L. Doses e épocas de aplicação de Mo no milho-doce. 2017. 39 f. Dissertação (Mestrado em Produção Vegetal) – Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – Unesp, Jaboticabal, SP, 2017

ALBUQUERQUE, M.C.F.; CARVALHO, N.M. Effect of the type of environmental stress on the emergence of sunflower, soybean and maize seeds with diferente levels of vigor. Seed Science and Technology, v. 31, p. 465-478, 2003

CARMO, M. A. P. Bioestimulantes aplicados em sementes e plantas de milho doces sob condições de estresse abiótico. Brazilian Journal of Development,  v.7, n.3, p.31727-31741, 2021.

COELHO, A. M. Eficiência Agronômica de Compostos de Aminoácidos Aplicados nas Sementes e em Pulverização Foliar na Cultura do Milho Safrinha. Embrapa, Sete Lagoas. Comunicado Técnico, n. 192, 2011.

DOOR, C. S. Recobrimento de sementes de soja de diferentes níveis de qualidade fisiológica com aminoácidos: Desempenho de plantas em campo e sementes. Dissertação de Mestrado. UFPEL, 2016.

FERREIRA, A. C. B; SANTOS, J, L; LACERDA, D, P. Características agronômicas e nutricionais do milho adubado com nitrogênio, Mo e zinco. Scientia Agricola, v. 9, 2001.

FLOSS, E.L.; FLOSS, L.G. Fertilizantes organo minerais de última geração: funções fisiológicas e uso na agricultura. Revista Plantio Direto, n.100, 2007.

LEITE, A. J. Efeitos da aplicação de molibdênio via solo na cultura do milho. 2020. 22p. Dissertação de Mestrado. UFLA, 2020.

PEREIRA, F. R. S. et al. Qualidade fisiológica de sementes de milho tratadas com molibdênio. Revista Brasileira de Sementes, v. 34, n. 3, p. 450–456, 2012.

PICAZEVICZ, A. A. C.. Crescimento do milho em resposta a Azospirillum brasilense, Rhizobium tropici, Mo e nitrogênio. 2017. 81 P. Tese (Doutorado em Produção Vegetal) – Universidade Federal do Acre, Rio Branco, 2017.

PILECCO, I. B. et al. Potencial e lacunas de produtividade de milho em Santa Catarina. 1 ed. Santa Maria, 2023. 63p.

‌RAMIREZ, F. R. Qualidade de sementes de milho submetidas a diferentes doses de zinco e aminoácidos. Revista Contribuciones a Las Ciencias Sociales, v.17, n.3, p. 01-16, 2024.

SANTOS, M.C y otros. Cultivo de milho com diferentes doses e épocas de aplicação de Mo. Brazilian Journal of Development, Curitiba, PR, v. 6, ed. 2, p. 5393-5402, 2020.

SCHEEREN, B.R.; PESKE, S.T.; SCHUCH, L.O.B.; BARROS, A.C.S.A. Qualidade fisiológica e produtividade de sementes de soja. Revista Brasileira de Sementes. v. 32, n. 3, p. 035-041, 2010.

TAVARES, L.C. et al. Desempenho de sementes de soja sob deficiência hídrica: rendimento e qualidade fisiológica da geração F1. Ciência Rural. v. 43, n. 8, p. 1357-1363, 2013.

TATTO, L. et al. Desempenho de sementes de soja tratadas com bioestimulante sob diferentes condições de potencial osmótico. Revista Eletrônica Científica, UERGS, v. 4, n. 3, p. 397–408, 2018.

WINCK, J. E. M. et al. Decomposition of yield gap of soybean in environment × genetics × management in Southern Brazil. European Journal of Agronomy, v.145, n. 126795, 2023.

Autores

Ing. Agr. Maestría en Ciencias. Isabela Bulegon Pilecco
Ing. Agr. Maestría en Ciencias. Thiago Stella de Freitas
Ing. Agr. Tuíra Barcellos

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